sábado, 31 de agosto de 2013
ENSINAMENTOS DE S. TIAGO - PARTE 2
Continuando a divulgar, no meu ponto de vista, os ensinamentos que São Tiago nos deixou em sua epistola, tão profunda e completa, os convido a questionarmos nossos caminhos...
PARTE 2
"Todo homem deve estar sempre pronto para ouvir, porém tardo para falar e tardo para se irar"
A nossa capacidade de ouvir, de evitar pré julgamentos, nos manifestando sempre com sobriedade e misericórdia, nos faz diferentes, e ao mesmo tempo semelhantes ao Mestre. Deus não quer que nos entreguemos a ira, mas que sejamos mansos. E a palavra de Deus, que nos é semeada, nos apoia neste sentido, nos fortalece, nos corrige. Este caminho é que salva nossas almas. Devemos evitar os sentimentos ruins, cheios de malicia, que nos impede de compreendermos o irmão, e buscarmos sempre a serenidade em nossas atitudes, e em nosso falar. O cristão deve ser um filtro, que avalia com piedade o que se aproveita e constroi, daquilo que destroi. Nosso papel é construir o reino de Deus na terra.
Só tem sentido ouvir as palavras de Deus, se colocarmos em prática. Devemos praticar o que Deus espera de nós, especialmente a misericórdia. Quem não compreende isto, se engana achando que segue a Deus. Nossa prática gera frutos nas vidas das outras pessoas. MAS É NECESSÁRIO PERSEVERANÇA, (pois somos sempre impelidos a pensar em nós mesmos, em nossas reponsabilidades ou necessidades, e deixamos de lado, ou adiamos, o nosso papel de vir ao encontro da necessidade do próximo), PARA FAZER A VONTADE DE DEUS, que é um mundo mais fraterno, onde cuidamos uns dos outros. Sem perseverança, com a real intenção de atingir este objetivo, é muito dificil.
Este é religado, tem religião, está no caminho certo, e deve evitar as corrupções deste mundo, ou seja, aquilo que nos faz desviar deste caminho. É o que nos conduz a ira, ao egoísmo, a vaidade excessiva, ao pré conceito, que nos faz cegar as carëncias e ao ponto de vista dos outros. Porque a religião de Deus está na capacidade de cada um enxergar a necessidade do outro, atender aos orfãos e as viuvas deste mundo, ou seja, a quem não tem quem os sustente e os escutem, aqueles que são marginalizados, aos quais não lhe foi dado amor, aos mais frágeis e indefesos e que precisam de nossa misericordia. AGINDO EM NOME DE DEUS, SOMOS RELIGADOS A DEUS.
domingo, 25 de agosto de 2013
ENSINAMENTOS DE S. TIAGO
Amigos, para mim a epistola de São Tiago exprime o resumo da fé cristâ. Apesar de ser um texto pequeno, para os padrões da biblia, nos ensina muito, mas muito mesmo. Reproduzo abaixo então, o que São Tiago diz para mim naquelas palavras e os convido a refletirem seus ensinamentos. Farei isto em partes. Vem comigo...
PARTE 1
Na vida temos provações. Não devemos, no entanto, temer as provações, mas diante delas mantermos a fé, que nos fortalece por meio da paciëncia, e contribui para a nossa perfeição.
A sabedoria para enfrentar as provações vem de Deus, ou seja, Ele nos auxilia a lidar com as provações, não necessariamente as elimina. E se precisamos desta força de resistëncia, pois as nossas forças se acabam, se necessário for, devemos pedi-la a Deus. E este pedido deve manifestar a convicção de sermos atendidos, com fé verdadeira em Deus que tudo pode, pois de outra forma dificilmente a receberemos. Entregue-se ao Senhor, e Ele o ajudará a lidar com os desafios que o provam nos momentos de dificuldade.
Os humildes se fortalecem com sua humildade, e os ricos em sua humilhação, pois as riquezas são armadilhas, que nos afastam de nossa humildade. Mas as riquezas deste mundo passarão, ficarão para trás, e a humildade será elevada. O rico, então precisa aprender a se humilhar, diante da glória que o mundo lhe oferece e o acaba seduzindo, mas que o afasta de sua humanidade, fraternidade e misericórdia com o sofrimento do outro. Pois o Reino de Deus, é dos humildes.
Assim, diante das tentações, feliz é aquele que mantém a fé, escolhe o caminho correto, enfrenta a provação, se purifica, e tem como recompensa a coroa da vida.
E aqui, atenção para um ensinamento muito importante:
Devemos saber que não é Deus que tenta o homem, pois Deus é inacessível ao mal e não tenta ninguém. Somos tentados pelas nossas fragilidades diante do mal batendo a nossa porta, que não vem de Deus.
A nossa fragilidade nos faz cair na sedução do mal, em prol de nossos próprios interesses. Isso é a tentação. E conscientes de nossas escolhas, optamos por acolhermos a tentação, dando a luz ao pecado, que é algo material, palpável, que gera desamor. Ao tomarmos esta decisão estamos contribuindo com o mal, que nos tenta, produzindo desamor. E isso nos conduz a morte.
O caminho da fé nos faz resistir diante das provações, para que não caiamos em tentação. O fim deste caminho é a vida. O caminho da fraqueza nos leva ao pecado. Como Deus é inacessível ao mal, este caminho nunca nos levará a Deus, que dá a vida. O fim deste caminho é a morte.
Não nos iludamos, buscando julgar a Deus, (ou sua misericórdia), pois no fim, quem decide o caminho de vida ou morte somos nós mesmos. Reflita então, o caminho que você está seguindo com suas escolhas. Onde ele vai dar?
Deus nos oferece dons e dádivas perfeitas e seu parecer não muda. Ele não nos tenta jamais.
Até a próxima!!
quinta-feira, 30 de maio de 2013
SE EU FOSSE O PRINCIPE DO MAL
Se eu fosse o príncipe do mal
Se eu fosse o príncipe do mal, e, incumbido de semear os alicerces do meu reino, planejasse as minhas ações, silenciosa e sorridentemente, certamente me apoiaria nas melhores intenções. Afinal, os homens são cheios de boas intenções. E assim, não tardaria em construir uma sociedade a meu dispor.
Todos buscam melhorias para as suas vidas, e eu apenas iria ajudá-los. Sob algum ponto de vista, todo errado tem um viés de certo. E afinal, quem gosta de estar errado?. Vamos valorizar o que é certo!. O certo é que todos se proponham a buscar a sua própria felicidade, afinal, isso lhes é de direito. Meu papel seria apenas indicar o caminho.
Para me auxiliar, recorreria a velhos aliados, os quais forjaram o mundo, e hoje são ainda mais exaltados. A singela vaidade, o nobre orgulho, a solidez das convicções, e o medo. Meus atores os fariam contemplar cada um, a si mesmo, em toda sua beleza, desejos e receios, e cegar para os outros.
A vaidade transforma pequenas discussões em conflitos, e o orgulho, os pereniza e inibe o perdão.
Inspiraria a criação de coisas maravilhosas, que todos gostariam de ter, para que eles façam qualquer coisa para obtê-las. Aos mais fortes de caráter, daria ainda um conjunto de obrigações que os faria trabalhar tanto, que seriam incapazes de cuidar de suas famílias, e passarem o tempo adequado com seus filhos, e educá-los. Afinal, para que pressa?. Será muito mais fácil forjar cada nova geração no sentido que desejo. Para isso, trabalharia nas suas raízes.
Usando os exemplos das famílias mais fracas e desajustadas, onde eu posso influenciar o desamor, faria com que os pais cometessem os maiores absurdos contra seus filhos, para que assim, por medo, todas as famílias fossem tratadas com desconfiança, e a autoridade dos pais questionada. Em seguida, inspiraria pessoas de boa intenção a protegerem demasiadamente o direito das crianças, tornando-os intocáveis, e os lançaria em modelos de educação lindos em teoria, mas que eles não fossem capazes de executar, pois roubei-lhes o tempo
Então, desde pequenos, cheios de vontades e direitos, usaria o ambiente de sua formação, as escolas, para fomentar disputas, discórdias e discriminações. Em casa, inspiraria uma mídia super interessante, que retratasse os pais como retrógrados, cafonas, distantes, e incentivaria a busca pelo novo, o descartável, o lançamento, e motivaria o "Dá um tempo", e o "faço o que eu quero". Aliás, adoraria esta frase!.
Em suma, colocaria os filhos contra seus pais, incentivando-os a assumirem seus direitos e saírem de casa o quanto antes. Assim teria mais espaço para influenciar as almas em construção. Por outro lado, usaria o argumento "em construção" para deixar impune as ações dos que fui capaz de absorver e assim, criaria uma massa de jovens trabalhando a meu favor, aliciados pelos adultos que já manipulo.
Faria que o termo liberdade se tornasse confuso aos homens. Incentivaria todas as minorias a lutarem pelo seu direito de manifestar suas opções, em nome da liberdade, e em nome desta mesma liberdade, obrigaria as maiorias a não poderem manifestar suas opções. Bastaria inspirar as pessoas de boa intenção a alegar que irá ferir a liberdade destas minorias. Assim, de um lado alguns exerceriam sua liberdade livremente, enquanto o que hoje me incomoda nas maiorias, seria suprimido.
Por exemplo, afirmando que todos tem o direito de ter a sua religiosidade, transformaria a mesma aos poucos em mera superstição, e o direito em manifestá-las em dever de esconde-la por respeito aos outros.
E mais. Transformaria o termo religião em motivo de discórdia, (bem vindo o orgulho das convicções que turvam as melhores intenções), pois, procurando afirmar serem detentores da verdade, inspiraria os de melhor intenção, os mais dedicados, a defenderem seu ponto de vista até a morte, principalmente pontos que os diferenciam, uns dos outros, igrejas de igrejas, esquecendo da essência que as unem, o maldito amor. Transformaria a busca do bem em mal. Assim, todos evitariam tratar do tema com medo de confusão, e eles esqueceriam que unidos, e valorizando suas essências e intersecções, poderiam me enfraquecer.
Com as melhores intenções, transformaria os países em estados laicos, para que confusos com este significado, no médio prazo os transformassem em estados ateus. Proibiria, aos poucos, todas as manifestações publicas de fé particular, (justificando o direito dos que não tem fé), e o ensino religioso nas escolas, em nome das minorias. Afinal, a liberdade não estaria em viver, cada um, sua fé, livremente, sem que o outro se incomodasse com a sua manifestação, mas exatamente o contrário. Em países da perigosa cultura cristã, seria especialmente útil. Não fazer o mal, seria para eles fazer o bem, e a sua omissão, um conforto. Para eles, e para mim.
Daí lançaria mão do medo. Moveria uma sociedade de desconfiança. Incitaria neles o egoísmo, tornando-os cegos as necessidades dos necessitados, e nestes, incitaria a revolta, para que eles se permitissem tomar a força, o que lhes foi negado. Inspiraria os mais fracos de espirito as piores atrocidades. Roubaria a paz e a tranquilidade. Apoiado nas melhores intenções dos indignados, transformaria a palavra justiça em vingança, e os jogaria nas prisões. Estas, que deveriam corrigir, transformaria em minhas universidades do mal. A sede de vingança ofuscaria qualquer lógica. Assim, construiria meu exercito mais facilmente, transformando pequenos delinquentes em competentes criminosos.
Finalmente teria a desconfiança generalizada, e cada um se defendendo, destruiria a cultura do comum, do serviço, da misericórdia, e os lançaria na solidão do ego. Eles desenvolveriam doenças emocionais, indefesos e perdidos. Neste momento o meu reino viria como uma bola de neve, crescendo mais e mais, e eu, sorridente e silencioso, contemplaria a minha glória.
Um plano....
Este plano lhe é familiar..?
Estaria ele sendo colocado em prática..?
Tudo estaria perfeito, a não ser que alguém descobrisse o plano, e os alertando, encontrasse vozes que os movessem a ação. E eles tornariam a encontrar no amor e nos relacionamentos verdadeiros, na verdadeira família, na entrega de seus corações ao outro, na educação de valores, na misericórdia e na compaixão, na humildade e solidariedade, a cura de seus inúmeros males.
Um dia alguém que nos amava plantou uma semente, regou com Seu sangue, e nos entregou para cuidar. E nós, diante disto?. Calamos, ou nos associamos a voz que renova todas as coisas?
Se eu fosse o príncipe do mal, e, incumbido de semear os alicerces do meu reino, planejasse as minhas ações, silenciosa e sorridentemente, certamente me apoiaria nas melhores intenções. Afinal, os homens são cheios de boas intenções. E assim, não tardaria em construir uma sociedade a meu dispor.
Todos buscam melhorias para as suas vidas, e eu apenas iria ajudá-los. Sob algum ponto de vista, todo errado tem um viés de certo. E afinal, quem gosta de estar errado?. Vamos valorizar o que é certo!. O certo é que todos se proponham a buscar a sua própria felicidade, afinal, isso lhes é de direito. Meu papel seria apenas indicar o caminho.
Para me auxiliar, recorreria a velhos aliados, os quais forjaram o mundo, e hoje são ainda mais exaltados. A singela vaidade, o nobre orgulho, a solidez das convicções, e o medo. Meus atores os fariam contemplar cada um, a si mesmo, em toda sua beleza, desejos e receios, e cegar para os outros.
A vaidade transforma pequenas discussões em conflitos, e o orgulho, os pereniza e inibe o perdão.
Inspiraria a criação de coisas maravilhosas, que todos gostariam de ter, para que eles façam qualquer coisa para obtê-las. Aos mais fortes de caráter, daria ainda um conjunto de obrigações que os faria trabalhar tanto, que seriam incapazes de cuidar de suas famílias, e passarem o tempo adequado com seus filhos, e educá-los. Afinal, para que pressa?. Será muito mais fácil forjar cada nova geração no sentido que desejo. Para isso, trabalharia nas suas raízes.
Usando os exemplos das famílias mais fracas e desajustadas, onde eu posso influenciar o desamor, faria com que os pais cometessem os maiores absurdos contra seus filhos, para que assim, por medo, todas as famílias fossem tratadas com desconfiança, e a autoridade dos pais questionada. Em seguida, inspiraria pessoas de boa intenção a protegerem demasiadamente o direito das crianças, tornando-os intocáveis, e os lançaria em modelos de educação lindos em teoria, mas que eles não fossem capazes de executar, pois roubei-lhes o tempo
Então, desde pequenos, cheios de vontades e direitos, usaria o ambiente de sua formação, as escolas, para fomentar disputas, discórdias e discriminações. Em casa, inspiraria uma mídia super interessante, que retratasse os pais como retrógrados, cafonas, distantes, e incentivaria a busca pelo novo, o descartável, o lançamento, e motivaria o "Dá um tempo", e o "faço o que eu quero". Aliás, adoraria esta frase!.
Em suma, colocaria os filhos contra seus pais, incentivando-os a assumirem seus direitos e saírem de casa o quanto antes. Assim teria mais espaço para influenciar as almas em construção. Por outro lado, usaria o argumento "em construção" para deixar impune as ações dos que fui capaz de absorver e assim, criaria uma massa de jovens trabalhando a meu favor, aliciados pelos adultos que já manipulo.
Faria que o termo liberdade se tornasse confuso aos homens. Incentivaria todas as minorias a lutarem pelo seu direito de manifestar suas opções, em nome da liberdade, e em nome desta mesma liberdade, obrigaria as maiorias a não poderem manifestar suas opções. Bastaria inspirar as pessoas de boa intenção a alegar que irá ferir a liberdade destas minorias. Assim, de um lado alguns exerceriam sua liberdade livremente, enquanto o que hoje me incomoda nas maiorias, seria suprimido.
Por exemplo, afirmando que todos tem o direito de ter a sua religiosidade, transformaria a mesma aos poucos em mera superstição, e o direito em manifestá-las em dever de esconde-la por respeito aos outros.
E mais. Transformaria o termo religião em motivo de discórdia, (bem vindo o orgulho das convicções que turvam as melhores intenções), pois, procurando afirmar serem detentores da verdade, inspiraria os de melhor intenção, os mais dedicados, a defenderem seu ponto de vista até a morte, principalmente pontos que os diferenciam, uns dos outros, igrejas de igrejas, esquecendo da essência que as unem, o maldito amor. Transformaria a busca do bem em mal. Assim, todos evitariam tratar do tema com medo de confusão, e eles esqueceriam que unidos, e valorizando suas essências e intersecções, poderiam me enfraquecer.
Com as melhores intenções, transformaria os países em estados laicos, para que confusos com este significado, no médio prazo os transformassem em estados ateus. Proibiria, aos poucos, todas as manifestações publicas de fé particular, (justificando o direito dos que não tem fé), e o ensino religioso nas escolas, em nome das minorias. Afinal, a liberdade não estaria em viver, cada um, sua fé, livremente, sem que o outro se incomodasse com a sua manifestação, mas exatamente o contrário. Em países da perigosa cultura cristã, seria especialmente útil. Não fazer o mal, seria para eles fazer o bem, e a sua omissão, um conforto. Para eles, e para mim.
Daí lançaria mão do medo. Moveria uma sociedade de desconfiança. Incitaria neles o egoísmo, tornando-os cegos as necessidades dos necessitados, e nestes, incitaria a revolta, para que eles se permitissem tomar a força, o que lhes foi negado. Inspiraria os mais fracos de espirito as piores atrocidades. Roubaria a paz e a tranquilidade. Apoiado nas melhores intenções dos indignados, transformaria a palavra justiça em vingança, e os jogaria nas prisões. Estas, que deveriam corrigir, transformaria em minhas universidades do mal. A sede de vingança ofuscaria qualquer lógica. Assim, construiria meu exercito mais facilmente, transformando pequenos delinquentes em competentes criminosos.
Finalmente teria a desconfiança generalizada, e cada um se defendendo, destruiria a cultura do comum, do serviço, da misericórdia, e os lançaria na solidão do ego. Eles desenvolveriam doenças emocionais, indefesos e perdidos. Neste momento o meu reino viria como uma bola de neve, crescendo mais e mais, e eu, sorridente e silencioso, contemplaria a minha glória.
Um plano....
Este plano lhe é familiar..?
Estaria ele sendo colocado em prática..?
Tudo estaria perfeito, a não ser que alguém descobrisse o plano, e os alertando, encontrasse vozes que os movessem a ação. E eles tornariam a encontrar no amor e nos relacionamentos verdadeiros, na verdadeira família, na entrega de seus corações ao outro, na educação de valores, na misericórdia e na compaixão, na humildade e solidariedade, a cura de seus inúmeros males.
Um dia alguém que nos amava plantou uma semente, regou com Seu sangue, e nos entregou para cuidar. E nós, diante disto?. Calamos, ou nos associamos a voz que renova todas as coisas?
domingo, 7 de abril de 2013
Cristãos de um só Cristo
Cristãos de um só Cristo
A religião que mais cresce no mundo é a muçulmana, o Islã. Estima-se que em 20 anos seja a religião predominante na Europa. Enquanto isto, nós cristãos nos dividimos em inúmeras vertentes, o que gera novas oportunidades de acesso a fé, mas também fragiliza a nossa unidade. Afinal, não somos todos de Cristo?.
Me dói ouvir um cristão falando de outro, somente porque não comungam dos mesmos pensamentos, da mesma igreja. As igrejas são comunidades, assim como desde o principio do cristianismo, propensas a seguirem líderes, e seus entendimentos da fé. Paulo, já bem no começo observou isto, na comunidade de Corinto, onde já havia contendas:
“Quero dizer com isto que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu de Apolo, e eu de Cefas, e eu de Cristo”, (Co 1:12), e questiona: “Está Cristo dividido?”, (Co 1:13)
E Paulo insistia, pois prezava pela unidade da comunidade: “Rogo-vos...sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer” (Co 1:10)
As lideranças conduzem grupos que prezam pelo mesmo parecer, e ao longo da história existiram momentos onde estes grupos não entraram em acordo. O Cristo é o mesmo, e todos nós fazemos parte do mesmo corpo, que é Cristo. Mas os nossos pensamentos não o são. E desta maneira, já no século V, a igreja dividiu-se, (gerando a igreja ortodoxa copta, por exemplo). Desta maneira novas comunidades surgiram a partir das antigas comunidades, ou seja, novas igrejas.
Na verdade, você não precisa concordar com tudo que a igreja diz, mas respeitá-la. O seu encontro com Cristo é pessoal. A igreja deve ser o ambiente que lhe orienta, e conduz ao fortalecimento de sua fé. Também não deve ignorá-la, pois a fé é completa e gera muito mais frutos quando a vivemos com os outros. Cristo nos motiva a viver em comunidade, “Onde dois ou mais estiverem juntos em meu nome, lá estarei no meio deles”,( Mt 18,20 ), pois sabe que o meio que nos conduz melhor a felicidade são os relacionamentos. A busca de mudar, para se encontrar em uma outra igreja, parte da necessidade em encontrar quem pense igual a você, mas é uma busca sem fim. Desta maneira, as igrejas se multiplicam, sem necessidade.
A fé consciente é aquela que é capaz de concordar ou discordar do que a comunidade lhe diz, porém absorvendo e multiplicando aquilo que é essencial, construindo a sua igreja, ajudando a aperfeiçoa-la, visando a glória de Cristo, a glória de Deus.
Todos estamos em busca do caminho que Jesus nos deixou, para nos aproximarmos de Deus. Amar uns aos outros é o nosso maior mandamento, logo, devemos fazer um esforço para amar os nossos irmãos, cristãos ou não. Concordando ou discordando de nossos pensamentos e maneira de seguir a nossa fé, são nossos irmãos. O ciclo de aceitação e afeição gera muitos frutos e constrói verdadeiramente o reino de Deus. Se queremos algum dia viver no reino de Deus, precisamos exercitar a convivência.
Assim sendo, respeitando nossas diferenças, aprendemos uns com os outros, e fortalecemos nosso bem maior, que é o corpo de Cristo. O mundo já questiona a todos nós. Não precisamos nos criticar também, precisamos nos unir. Católicos, evangélicos, ortodoxos e todos os demais cristãos, temos muito em comum, ou pelo menos, deveríamos ter.
Enquanto isto há uma ação do Ministério Publico querendo retirar das cédulas brasileiras a inscrição, “Louvado seja Deus”, por entender que agride pessoas de outros cultos. A cultura brasileira foi alicerçada pelos fundamentos cristãos. Quando perdemos nossas referencias, sejam elas católicas, como é o caso dos crucifixos nas repartições, ou não, todos perdem. Vide a Europa onde as novas gerações mal tem contato com a ideologia cristã.
Logo, as referencias cristãs são importantes a todos os nós, pois elas são parte da cultura do nosso país, e transcendem a religiosidade. Devemos nos unir em sua defesa
O melhor meio para demonstrar que a sua fé é verdadeira, que a sua igreja é um instrumento verdadeiro de fé, está no exemplo, estão nos frutos da sua fé. O legítimo cristão é aquele que pratica a misericórdia, a justiça, a piedade, o amor, não somente em palavras, mas em ações.
Um dos textos mais relevantes e completos que eu conheço na Biblia é encontrado na pequena epistola de São Tiago, que está localizada logo após as cartas de São Paulo. Lá encontramos o resumo do que é ser um verdadeiro cristão. Nos próximos textos tratarei sobre ela. Deixo aqui uma pequena passagem que fala por si só:
“Quem dentre vós é sábio e inteligente? Mostre com um bom proceder as suas obras repassadas de doçura e de sabedoria.” Tg 3, 13.
Amigos, não julguemos nossos irmãos cristãos, antes, o apoiemos em sua fé. Afinal, uns são de Paulo, outros de Apolo, outros de Cefas. Mas, todos, somos necessariamente do mesmo Cristo, POIS ELE É UM SÓ!.
domingo, 7 de outubro de 2012
SERVIR OU SER SERVIDO?
Servir ou ser servido?
Observo que ao longo do tempo a prática da fé vai tomando
caminhos próprios de cada época, mas, e por causa disto, precisamos revisitar o
propósito de nossa fé, da maneira que nos relacionamos com Deus. Pare e
reflita, e questione: Vivemos para servir a Deus, ou para sermos servidos por
Ele?.
Quando oramos,
pedimos proteção, bênçãos para a nossa vida e nossa família, curas, conforto,
agradecemos o que recebemos. Bilhões de pessoas também fazem isto todos os
dias, e fazemos de uma maneira bem natural. Nos acostumamos nesta relação
cotidiana. Mas quando algo inesperado acontece, perguntamos, porque Deus o permitiu?.
Mas imagine Deus tentando atender a vontade de todas as
pessoas, passando o dia inteiro trabalhando em nosso favor, como nosso
empregado, responsável por nos oferecer uma vida tranquila e cheia de momentos
felizes?. É este o papel de Deus?.
Reduzimos muitas vezes a nossa fé nesta troca de favores,
sem compreender que o nosso verdadeiro papel nesta relação é servir a Deus. O
próprio Jesus, essência de Deus, viveu e morreu servindo ao Pai, e deixou para
nós o caminho.
Quando servimos
a Deus, servindo uns aos outros verdadeiramente, estamos construindo o reino de
Deus.
A nossa fé, necessariamente, deve nos conduzir a compreender
que somos instrumentos de Deus, para fazer a Sua vontade, que é a felicidade de
todos. As mazelas deste mundo decorrem das consequências do nosso egoísmo.
Algumas religiões pregam a total submissão a Deus, e no
outro extremo, vemos correntes cristãs que praticamente deixam Deus sujeito a
nós...
Onde está você?
A caminhada não é simples, exige determinação, reavaliação. Porém
o maior beneficiado é você mesmo!. Muitas vezes, inicio a semana cheio de boas
intenções, e finalizo fazendo, quase sempre, uma análise que fui falho, ao
viver tão preocupado com as minhas próprias demandas, e pouco agindo como
instrumento de Deus.
Mas em cada oração, em cada participação na igreja, há a
oportunidade para reafirmar os nossos propósitos cristãos. É o momento adequado
para recuperarmos o sentido da nossa fé. Só há sentido viver uma prática que
nos leve a compreender que a verdade presente na palavra que diz:
“Buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas
as coisas lhe serão acrescentadas”. (Mt6,33).
Deus está conosco, nos sonda, quer o nosso bem, mas espera
de nós a multiplicação de suas graças. Se retemos elas para nós, quebramos o
fluxo que poderia contaminar a todos, fazendo deste mundo uma extensão do
paraíso.
Direcione a sua fé, e você vai sentir as graças se
multiplicarem em sua vida!
Bênçãos para todos.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Senhor, porque tu me abandonastes!
Uma das passagens mais emblemáticas do novo testamento, e que confunde algumas pessoas, é o momento que Jesus, após quase seis horas dependurado na cruz, dá um forte grito e exclama:
“Senhor, porque me abandonaste?”
Já ouvi algumas interpretações que procuram explicar este momento, repleto de dor, e com uma dose de desespero, algo que não se esperaria de Jesus. Uma linha, por exemplo, entende que naquele momento, tendo colhido todos os pecados do mundo para si, o Espirito Santo, que não habita em pecado, O teria deixado, e Ele, surpreso, em sua humanidade, reclamado. “E agora?”
A morte de Jesus na cruz, sem dúvida, fazia parte fundamental de Sua missão. Era algo que Ele desejava, era, como Ele mesmo dizia, o momento em que seria glorificado. Mas um dia antes, no Getsemani, lá estava Jesus, angustiado, vertendo lágrimas de sangue, prenunciando os sentimentos controversos que viveria em sua paixão, ao ser violentado por aqueles que Ele tanto amava, nós homens. É uma dor duplicada, a dor na carne, o sofrimento físico, que todos sabem, foi tamanho, mas também a dor no coração, diante da ignorância humana.
Jesus sabia, que seriam horas intensas, mas que enfim, Seu pai viria em seu socorro.
Quando Jesus gritou, alguns disseram: “Vejam, ele está chamando Elias!”, e em seguida, “Vamos ver se Elias vem tirá-lo da cruz”. O manifesto de Jesus carecia de uma resposta de Deus, e se, de alguma forma, Ele fosse se manifestar, seria naquele momento. O grito de Jesus, seria, de fato, um pedido de socorro. Sua missão estava completa, e não havia mais motivo para que o seu sofrimento fosse prolongado.
O que vem a acontecer nos revela algo que ignoramos, e que as vezes passa desapercebido na leitura, mas que é maravilhoso. Deus vem mesmo salvá-lo!.
A crucificação era uma modalidade de morte associada a tortura. Uma morte lenta, onde não se morre pelos ferimentos, mas sufocado. Alguns cruz fixados poderiam passar dias pendurados, tentando apoiar-se de alguma maneira para respirar, pois a posição apertava o peito, e ao perder as forças, a pressão no tórax aumentava, até por fim, vencer a vitima. Jesus lá estava a seis horas, e logo depois de gritar, expirou, falecendo.
O versículo seguinte nos revela o mistério, dizendo: “Quando o oficial do exercito, que estava bem a frente dele, viu como Jesus havia expirado, disse: Na verdade, este homem era Filho de Deus”. Olha que interessante!. O oficial fica espantado com aquilo. De fato, não se morre assim crucificado, repentinamente. O próprio Pilatos admirou-se com a noticia da morte breve de Jesus. Os ladrões precisaram ter suas pernas quebradas, para não terem onde se apoiar, e morrerem logo, pois não poderiam estar lá durante a páscoa. A morte de Jesus é uma resposta de Deus!. O Pai O salva pela morte!.
Essa revelação faz toda a diferença. Muitas vezes pedimos, em momentos de extrema dificuldade, para nós ou para queridos, a intervenção de Deus, mas não consideramos que a morte é uma dádiva de Deus, é uma maneira de sermos salvos do nosso sofrimento, como tento tratar no livro, “O vendedor de almas”. Sem a morte, seriamos escravos da tortura da doença, ou da violência, da dor. A morte nos dá medo. Mas se a grande promessa deixada por Jesus, a grande porta aberta pelo Senhor, a grande ponte construída com o sacrifício de Cristo é exatamente a glória que Jesus sabia, seria manifestada, da vitória sobre a antiga morte, o triunfo da ressurreição!. Para que temer?. Jesus nos oferece a grande esperança fundamentada na NOVA VIDA!. A partir daquele momento, a morte deixa de ser morte para se transformar em vida, para todos aqueles que atravessam a ponte que é Cristo, e que nos conduz a Deus.
Confiando nas promessas de Cristo, que nos afirma, “Felizes os que choram, porque serão consolados~, “Felizes os que tem fome e sede de justiça, porque serão saciados”, sabemos que, independente da vida que tivemos na terra, sofredores , violentados ou injustiçados, todos seremos justificados. As forças terrenas não prevalecem, assim como não prevaleceram ao tentar calar Jesus com sua condenação. No fim, estamos somente nas mãos do Pai.
Bençãos para todos, é o que desejo. Se possível, comentem, e vejam também textos mais antigos.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
O pecado
Ao longo da minha vida, não tão longa assim, pude presenciar três diferentes momentos, em que o conceito de pecado me atingiu de maneira diferente. No primeiro momento confesso que não era capaz de definir o que era ou não era considerado pecado, mas a cultura cristã, predominantemente católica em minha casa e no Brasil, me ensinava que o pecado estava certamente ligado a desvios de conduta. Era a noção que eu tinha.
Em seguida, eu jovem, com o advento do movimento que difundiu as igrejas evangélicas, o pecado, em um primeiro momento, era visto em lugares e atitudes os quais eu não compreendia, e eram muitos lugares. A palavra “crente” estava associada a pessoas de vestimentas características, como mulheres de longas saias e cabelos grandes, e restrições no modo de viver. Fiquei confuso. Mas na continuidade deste processo, os evangélicos assumiram outras vertentes, e flexibilidades, cresceram e se espalharam, e a palavra crente passou a ser associada simplesmente a um homem e mulher de Deus. O pecado seria, então, aquilo que não era conveniente a um homem, ou mulher, de Deus.
Começamos então a falar de globalização, interatividade, liberdade de expressão, e o mundo conceitual se transformou rapidamente, assim como a noção de pecado. O certo e o errado também foram tomados por um nevoeiro denso e cuja fumaça de tantas informações, opiniões, e o respeito as diversidades, que não permite a um jovem, por exemplo, discernir claramente um do outro. O importante é ser feliz, e o que é certo passou a ser aquilo que eu quero, tirando roubar e matar, e ficar pelado no meio da rua (por enquanto). Vivemos dentro da nova cultura, do individuo no centro do universo.
Cabe então revisitar o conceito de pecado, que está associado diretamente ao coletivo, e não ao individual. O homem foi criado por Deus para viver em sociedade, para ser feliz, mas sabedor que a felicidade está nos relacionamentos, buscou ditar regras que permitissem a convivência mutua, e não é a toa que toda a lei e os profetas, como se referia os judeus em relação as antigas escrituras, foi resumida por Jesus em amar a Deus sobre todas as coisas, e amar ao próximo, como a si mesmo. E complementou com um mandamento novo, “amai uns aos outros, como eu vos amei”, ou seja, um amor ainda maior, pleno. A lei, então, não deveria ser mudada, mas cumprida. A lei pretendia motivar o bem estar dos relacionamentos entre nós. Jesus chamava de hipocrisia o desdobramento de regras que foram criadas pelos homens, e que serviam apenas para nos manter aprisionados na sensação de erro, mas não resguardavam a vontade única de seu pai, que era a de vivermos todos em comunhão, caminho este que nos traria felicidade plena.
Logo, o pecado, aquilo que nos distancia de Deus, está ligado a duas coisas básicas. Ferir o nosso amor por Deus, com a desobediência consciente, e ferir o nosso amor pelo próximo, gerando desamor. E é bastante importante atentarmos para isto. O pecado existe, e traz a infelicidade para o mundo, logo qualquer cristão deve combatê-lo.
Para que se cometa um pecado, é preciso antes de tudo, uma decisão. Quando temos consciência de que algo é errado, e mesmo assim, tomamos a decisão de seguir em frente, desobedecendo a nossa própria consciência, e desobedecendo a Deus. E o que é desobedecer a Deus?. Aí está o link com a segunda condição, quase formando uma única: Gerar desamor.
O desamor está de fato na face oposta a essência de Deus, que é amor. E o desamor está hoje muito presente em nossa sociedade. Quando pensamos de maneira egoísta, ou mesmo apenas individualista, deixamos de enxergar de que maneira aquilo vai refletir na vida do outro, quando vivemos na verdade, em comunidade. O pecado está então configurado na conseqüência de nossa atitude, quando gera desamor. Podemos assim facilmente avaliar o que é, ou não pecado, verificando se aquilo gera ou não, desamor.
A noção que eu tinha naquela primeira fase da minha vida, onde o pecado estava associado a desvios de conduta, ou na segunda, quando parecia ligado a regras comportamentais, e posteriormente ao que era conveniente ou não para um homem ou mulher de Deus, agora estava mais claro, pois compreende tudo aquilo, mas com uma justificativa: Somos instrumentos de Deus para fazer a sua vontade na terra, que é gerar amor, e não desamor
Omissão diante do sofrimento do próximo também gera desamor, quando nos tornamos cúmplices dele. Certa vez havia em frente ao meu prédio um homem sofrido, bêbado, pedindo ajuda, ao mesmo tempo incomodando, e ninguém fazia nada. Ele sentava-se na calçada, encostado a um muro, e eu saia, olhando aquela cena, sentindo vontade de fazer algo, mas nem sabia ao certo o que, e logo já distante, apenas lamentava, e seguia para minhas responsabilidades. Certo dia, pedi que servissem algo para ele, mas era algo paliativo, e aquela visão continuava me incomodando, cobrando algo de mim. Até que pensei em enfrentar a situação e ir falar com ele, saber mais de que maneira eu poderia, de fato, ajudá-lo. Ele havia desaparecido. Parece que a policia o havia levado. Foi como um tapa na minha cara, um sinal. Muitas outras vezes vivi situações semelhantes, como em Roma, na porta de um restaurante em uma noite muito fria. O velho sentado ao chão perto da entrada tocou meu coração, mas nada fiz. Já durante o jantar senti vontade de voltar lá e ajudá-lo, mas ele havia sumido. Ainda andei pelas proximidades, mas nada dele. Isso me lembrou Jesus em ( ) quando Ele disse: “todas as vezes que não fizestes isto por um destes pequeninos, não o fizeste a mim”. Fui pecador cúmplice do sofrimento que poderia ter amenizado, consciente do que não fiz.
O pecado mancha a nossa alma, e é gerado na intenção, por isso o que é pecado para uns pode não ser para outro, assim como o que não é para você, pode ser para o outro, logo não devemos levar ao outro a pecar, simplesmente porque pensamos diferente. Se conduzimos alguém a fazer algo que ele julga errado, induzimos o pecado. Podemos sim, como é o propósito deste texto, fazê-lo rever alguns conceitos de pecado, e aí sim, livres da culpa, avaliarem a conseqüência do ato, se promove amor, desamor ou é indiferente.
Livres da escravidão do pecado, que Jesus nos ofereceu por meio do arrependimento sincero, sejamos mensageiros do amor de Deus, conscientes de nossas atitudes, promovendo o que é bom, evitando julgar o que não conhecemos, ou criticar sem conhecimento de causa o próximo, sendo misericordiosos para entender as limitações dos outros, evitando o que possa prejudicar alguém, agindo diante da infelicidade do irmão, rindo com os que riem, chorando com os que choram, como já dizia o apostolo Paulo. Ou seja, sejamos simplesmente, cristãos.
Graças para todos
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