domingo, 7 de outubro de 2012

SERVIR OU SER SERVIDO?


Servir ou ser servido?
Observo que ao longo do tempo a prática da fé vai tomando caminhos próprios de cada época, mas, e por causa disto, precisamos revisitar o propósito de nossa fé, da maneira que nos relacionamos com Deus. Pare e reflita, e questione: Vivemos para servir a Deus, ou para sermos servidos por Ele?.

Quando oramos, pedimos proteção, bênçãos para a nossa vida e nossa família, curas, conforto, agradecemos o que recebemos. Bilhões de pessoas também fazem isto todos os dias, e fazemos de uma maneira bem natural. Nos acostumamos nesta relação cotidiana. Mas quando algo inesperado acontece, perguntamos, porque Deus o permitiu?.

Mas imagine Deus tentando atender a vontade de todas as pessoas, passando o dia inteiro trabalhando em nosso favor, como nosso empregado, responsável por nos oferecer uma vida tranquila e cheia de momentos felizes?. É este o papel de Deus?.

Reduzimos muitas vezes a nossa fé nesta troca de favores, sem compreender que o nosso verdadeiro papel nesta relação é servir a Deus. O próprio Jesus, essência de Deus, viveu e morreu servindo ao Pai, e deixou para nós o caminho.

Quando servimos a Deus, servindo uns aos outros verdadeiramente, estamos construindo o reino de Deus.

A nossa fé, necessariamente, deve nos conduzir a compreender que somos instrumentos de Deus, para fazer a Sua vontade, que é a felicidade de todos. As mazelas deste mundo decorrem das consequências do nosso egoísmo.
Algumas religiões pregam a total submissão a Deus, e no outro extremo, vemos correntes cristãs que praticamente deixam Deus sujeito a nós...

Onde está você?

A caminhada não é simples, exige determinação, reavaliação. Porém o maior beneficiado é você mesmo!. Muitas vezes, inicio a semana cheio de boas intenções, e finalizo fazendo, quase sempre, uma análise que fui falho, ao viver tão preocupado com as minhas próprias demandas, e pouco agindo como instrumento de Deus.
Mas em cada oração, em cada participação na igreja, há a oportunidade para reafirmar os nossos propósitos cristãos. É o momento adequado para recuperarmos o sentido da nossa fé. Só há sentido viver uma prática que nos leve a compreender que a verdade presente na palavra que diz:

“Buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas as coisas lhe serão acrescentadas”. (Mt6,33).

Deus está conosco, nos sonda, quer o nosso bem, mas espera de nós a multiplicação de suas graças. Se retemos elas para nós, quebramos o fluxo que poderia contaminar a todos, fazendo deste mundo uma extensão do paraíso.
Direcione a sua fé, e você vai sentir as graças se multiplicarem em sua vida!
Bênçãos para todos.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Senhor, porque tu me abandonastes!

Uma das passagens mais emblemáticas do novo testamento, e que confunde algumas pessoas, é o momento que Jesus, após quase seis horas dependurado na cruz, dá um forte grito e exclama:
“Senhor, porque me abandonaste?”
Já ouvi algumas interpretações que procuram explicar este momento, repleto de dor, e com uma dose de desespero, algo que não se esperaria de Jesus. Uma linha, por exemplo, entende que naquele momento, tendo colhido todos os pecados do mundo para si, o Espirito Santo, que não habita em pecado, O teria deixado, e Ele, surpreso, em sua humanidade, reclamado. “E agora?”
A morte de Jesus na cruz, sem dúvida, fazia parte fundamental de Sua missão. Era algo que Ele desejava, era, como Ele mesmo dizia, o momento em que seria glorificado. Mas um dia antes, no Getsemani, lá estava Jesus, angustiado, vertendo lágrimas de sangue, prenunciando os sentimentos controversos que viveria em sua paixão, ao ser violentado por aqueles que Ele tanto amava, nós homens. É uma dor duplicada, a dor na carne, o sofrimento físico, que todos sabem, foi tamanho, mas também a dor no coração, diante da ignorância humana.
Jesus sabia, que seriam horas intensas, mas que enfim, Seu pai viria em seu socorro.
Quando Jesus gritou, alguns disseram: “Vejam, ele está chamando Elias!”, e em seguida, “Vamos ver se Elias vem tirá-lo da cruz”. O manifesto de Jesus carecia de uma resposta de Deus, e se, de alguma forma, Ele fosse se manifestar, seria naquele momento.  O grito de Jesus, seria, de fato, um pedido de socorro. Sua missão estava completa, e não havia mais motivo para que o seu sofrimento fosse prolongado.
O que vem a acontecer nos revela algo que ignoramos, e que as vezes passa desapercebido na leitura, mas que é maravilhoso. Deus vem mesmo salvá-lo!.
A crucificação era uma modalidade de morte associada a tortura. Uma morte lenta, onde não se morre pelos ferimentos, mas sufocado. Alguns cruz fixados poderiam passar dias pendurados, tentando apoiar-se de alguma maneira para respirar, pois a posição apertava o peito, e ao perder as forças, a pressão no tórax aumentava, até por fim, vencer a vitima. Jesus lá estava a seis horas, e logo depois de gritar, expirou, falecendo.
O versículo seguinte nos revela o mistério, dizendo: “Quando o oficial do exercito, que estava bem a frente dele, viu como Jesus havia expirado, disse: Na verdade, este homem era Filho de Deus”.  Olha que interessante!. O oficial fica espantado com aquilo. De fato, não se morre assim crucificado, repentinamente. O próprio Pilatos admirou-se com a noticia da morte breve de Jesus. Os ladrões precisaram ter suas pernas quebradas, para não terem onde se apoiar, e morrerem logo, pois não poderiam estar lá durante a páscoa. A morte de Jesus é uma resposta de Deus!. O Pai O salva pela morte!.
Essa revelação faz toda a diferença. Muitas vezes pedimos, em momentos de extrema dificuldade, para nós ou para queridos, a intervenção de Deus, mas não consideramos que a morte é uma dádiva de Deus, é uma maneira de sermos salvos do nosso sofrimento, como tento tratar no livro, “O vendedor de almas”.  Sem a morte, seriamos escravos da tortura da doença, ou da violência, da dor. A morte nos dá medo. Mas se a grande promessa deixada por Jesus, a grande porta aberta pelo Senhor, a grande ponte construída com o sacrifício de Cristo é exatamente a glória que Jesus sabia, seria manifestada, da vitória sobre a antiga morte, o triunfo da ressurreição!. Para que temer?. Jesus nos oferece a grande esperança fundamentada na NOVA VIDA!. A partir daquele momento, a morte deixa de ser morte para se transformar em vida, para todos aqueles que atravessam a ponte que é Cristo, e que nos conduz a Deus.
Confiando nas promessas de Cristo, que nos afirma, “Felizes os que choram, porque serão consolados~, “Felizes os que tem fome e sede de justiça, porque serão saciados”, sabemos que, independente da vida que tivemos na terra, sofredores , violentados ou injustiçados, todos seremos justificados. As forças terrenas não prevalecem, assim como não prevaleceram ao tentar calar Jesus com sua condenação. No fim, estamos somente nas mãos do Pai.
Bençãos para todos, é o que desejo. Se possível, comentem, e vejam também textos mais antigos.